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Pedras nos rins: Mitos e Verdades

Pedras nos rins: Mitos e Verdades

  • 17 de February de 2020
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Estamos falando de uma condição dolorosa marcada pela formação de pedrinhas que obstruem o sistema urinário. Popularmente conhecida como pedra nos rins, essa formação endurecida pode surgir nos rins e atravancar outro ponto do canal urinário. Como o ureter, canal que transporta a urina até a bexiga, é muito estreito, a partícula acaba presa. Em decorrência da tentativa de expulsão, surge a dor intensa.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde, durante a vida, aproximadamente 12% dos homens e 6% das mulheres terão cálculo renal, também conhecido como litíase renal ou pedra nos rins. Trata-se da formação de cristais nos rins, que se manifestam através de pequenas pedrinhas no aparelho urinário (rins, ureteres, bexiga e uretra).

Essas pedrinhas se desenvolvem, principalmente, pelo aumento de substâncias como cálcio e ácido úrico na urina ou pela diminuição de citrato, o que provoca constantes discussões sobre como podemos nos prevenir dos cálculos renais.

Os rins funcionam como dois grande filtros do sangue. Além de água para formar a urina, eles retêm diversos elementos, como cálcio, ácido úrico e oxalato. Quando essas moléculas aparecem em grande quantidade e há pouco líquido para dissolvê-las, surgem cristais ou agregados que se avolumam e viram os cálculos. O tamanho deles varia bastante.

Existe ainda um quarto tipo de pedra, mais raro, a estruvita. Diferentemente das outras, essa acomete principalmente mulheres. Sua origem está associada a uma infecção causada pela bactéria Proteus mirabillis, que altera o pH da urina, facilitando a agregação de partículas de magnésio, fosfato e amônia.

A formação pode chegar a 11 centímetros, ocupando todo o espaço do rim. Como é mais mole, o xixi consegue passar por ela e assim não há dor. Um perigo, porque o problema não é notado e se prolonga — e o rim pode acabar seriamente afetado.

Churrasco aumenta o risco de pedra nos rins.

VERDADE — Alimentos ricos em proteína animal, sobretudo, quando muito salgados, como o churrasco, tendem a elevar a quantidade de sódio no organismo. Segundo especialistas uma dieta com alto teor de sódio aumenta a excreção urinária de sais, como cálcio e oxalato, aumentado então o risco de formação de cálculo renal.

Frutos do mar aumentam o risco de pedra nos rins.

VERDADE — Alimentos como camarão, lula, lagosta, caranguejo, entre outros que compõem os frutos do mar, são muito ricos em sódio. A ingestão desses alimentos com frequência (mais de uma vez por semana) pode elevar a quantidade de sódio na urina, aumentando a excreção urinária de cálcio e oxalato e também contribuir para a formação de cálculos.

Ingestão de sementes de tomate pode causar pedra nos rins.

MITO — O risco de desenvolvimento de cálculos renais não está associado à ingestão de sementes nem de caroços.

Pouca ingestão de líquido aumenta o risco de pedras nos rins.

VERDADE — A urina atua na eliminação de cristais sólidos de sais e minerais. De acordo com especialistas quando bebemos pouco líquido, a urina fica mais concentrada, o que aumenta a concentração desses cristais e a chance de se formarem cálculos nos rins. Recomenda-se então um consumo mínimo de 2,5 litros de água por dia às pessoas que já tiveram pedra nos rins ou que têm histórico desse problema na família.

Casos de pedras nos rins aumentam nos períodos de calor.

VERDADE — Nesses períodos, as pessoas tendem a ficar mais desidratadas, pois transpiram mais. Com isso, o rim tem menos líquido para filtrar, aumentam as chances de o paciente ficar com a urina mais concentrada, elevando o risco de agregação dos cristais.

Criança não tem pedras nos rins.

MITO — Apesar de os cálculos renais afetarem principalmente as pessoas dos 20 aos 50 anos de idade, eles também podem ocorrer na infância. O aparecimento de cálculos na infância aumenta a possibilidade de haver doenças de herança genética, como cistinúria, acidose tubular renal e hiperoxalúria primária. O cálculo renal de cistina, tipo raro e mais grave de pedra nos rins, por exemplo, também afeta crianças. Esse tipo de defeito hereditário nos túbulos renais leva a um excesso de eliminação urinária de cistina (tipo de aminoácido natural), provocando uma baixa solubilidade da cistina na urina e, consequentemente, a formação de cálculo renal. Nesses casos, o tratamento dos cálculos é mais complicado, pois os pacientes já tratados podem apresentar novos cálculos com muita frequência.

Ingestão de bebidas cítricas ajuda a prevenir pedras nos rins.

VERDADE — Sucos naturais de frutas cítricas, como limão e laranja, são ricos em ácido cítrico e são eliminados na urina na forma de citrato. A eliminação do citrato na urina ajuda a prevenir a formação de cálculos renais.

Durante as crises de pedra nos rins, se movimentar ou trocar de posição na cama ajuda a diminuir a dor.

MITO — As dores provocadas pelos cálculos renais são muito fortes, tanto que são frequentemente comparadas por algumas pessoas com a dor do parto. Elas se instalam na região lombar, quase sempre de um lado só das costas, e costumam passar para a lateral do abdômen, pelve e genitais à medida que as pedras progridem pelas vias urinárias. 

Como tratar a pedra nos rins?

Quando confirmada a presença de cálculos renais, a definição do melhor tratamento a ser seguido vai depender do tamanho, da localização e do tipo do cálculo.

Entre os procedimentos mais realizados para a retirada de pedra nos rins está a cirurgia de ureteroscopia. Esse procedimento consiste na passagem de um aparelho muito delicado (ureteroscópio) através da uretra para extrair os cálculos localizados no ureter.

Já os cálculos renais de maior tamanho são tratados através de um acesso percutâneo direto ao rim. Existe também um método minimamente invasivo sem nenhuma incisão, conhecido como litotripsia extracorpórea por ondas de choque. Esse procedimento consiste na aplicação de ondas de choque sobre as pedras, a partir de um aparelho chamado litotriptor, sem necessidade de qualquer tipo de incisão ou passagem de aparelho no paciente.

Em alguns tipos de cálculo, como o cálculo de ácido úrico, pode-se tentar dissolver os cálculos apenas com medicamentos que aumentam o pH da urina.

A prevenção

A dieta é um fator preponderante no controle do problema. Para evitar a cristalização dos sais, o organismo precisa de água, portanto uma das primeiras regras é tomar bastante líquido. Uma maneira de checar se a quantidade é suficiente é atentar para a cor do xixi, que deve ser clarinho – se estiver amarelado, significa que está muito concentrado e pode propiciar a formação das pedras.

Maneirar no sal, nos embutidos (como linguiça, salsicha e salame), enlatados e macarrões instantâneos é outra medida aconselhada. Alimentos com alto teor de oxalato (espinafre, nozes, pimenta e chá preto, por exemplo) também exigem moderação, quando já existe propensão a pedras desse tipo. Pessoas com alta concentração de ácido úrico no sangue devem ainda reduzir a ingestão de cerveja, carne vermelha e frutos do mar, uma vez que eles elevam ainda mais as taxas.

Alguns especialistas recomendam ainda cuidado com os suplementos de cálcio. O mineral é importante para o organismo, mas a suplementação só pode ser feita com recomendação médica. Do contrário, a sobrecarga pode resultar no problema renal.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com urologistas em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde, Hospital Sírio-Libanês

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