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Fevereiro verde: câncer de vias biliares poderá atingir 622 mil pessoas até 2022 aponta estudo do INCA

Fevereiro verde: câncer de vias biliares poderá atingir 622 mil pessoas até 2022 aponta estudo do INCA

  • 27 de February de 2020
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O mês de fevereiro marca a luta contra o câncer de vias biliares, também conhecido como colangiocarcinoma, cujo o diagnóstico pode está relacionado ao diabetes, a obesidade e ao tabagismo. De acordo com a última estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil terá cerca de 625 mil novos casos de câncer a cada ano de 2020 a 2022. O levantamento aponta que a obesidade estará entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de 11 dos 19 tipos da doença mais frequentes na população brasileira.  

O câncer de vias biliares acontece com mais frequência em homens de meia idade e tem uma alta taxa de mortalidade, apesar de corresponder a apenas 3% dos tumores gastrointestinais.

Segundo especialistas, em geral, os primeiros sintomas aparecem quando o tumor gera a obstrução das vias biliares. Os principais sinais e sintomas são:

  • A icterícia indolor (ou amarelamento da pele é o sinal mais frequente, presente em cerca de 90% dos casos, conforme estudos);
  • A perda de peso (sem causa aparente é outro sinal importante);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Urina escura;
  • Fezes esbranquiçadas;
  • Intolerância a alimentos gordurosos (em alguns casos);
  • Dor abdominal;
  • Febre (em alguns pacientes).

Não se sabe ao certo as causas da doença, embora alguns fatores de risco tenham sido indicados por diversos estudos sobre o tema, como obesidade, tabagismo e diabetes.

Tipos

Os tumores de vias biliares são classificados de acordo com a sua localização, sendo divididos em cânceres intra-hepáticos e extra-hepáticos.

Situados nos ductos dentro do fígado, os tumores de vias biliares intra-hepáticos, também conhecidos como colangiocarcinomas periféricos, são menos frequentes.

Os extra-hepáticos (fora do fígado) incluem os tumores distais, que surgem em ductos mais próximos do intestino delgado, e os tumores peri-hiliares (ou tumores de Klatskin), que ocorrem nas vias biliares mais próximas do fígado.

Diagnóstico

Diante de sinais e sintomas que sugerem a existência de colangiocarcinoma, seu médico provavelmente solicitará exames de imagem, como ultrassonografia mais colangiotomografia computadorizada ou colangiografia por ressonância magnética, que permitem visualizar o trajeto da bile desde o fígado até o duodeno e identificar eventuais obstruções e lesões. O diagnóstico definitivo é confirmado por biópsia.

Com base no tamanho do tumor, eventual existência de gânglios linfáticos acometidos (linfonodos) e presença de metástases (quando o câncer já espalhou para outras partes do corpo), o médico avaliará o estágio da doença. Esse processo, chamado de estadiamento, é importante para orientar a estratégia de tratamento.

Os cânceres de vias biliares podem ser classificados em quatro estádios (estágios):

Estádios I e II: tumores confinados a vias biliares

Estádio III: doença localmente avançada, comprometimento de órgãos adjacentes, como fígado, vesícula biliar, pâncreas ou duodeno

Estádio IV: quando há doença metastática (atingiu órgãos mais distantes).

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o estágio da doença. Nas fases iniciais, quando ela é considerada localizada e ressecável (o tumor pode ser removido), o tratamento de escolha é a cirurgia, já que é a única alternativa com objetivo curativo. Em caso de tumor pequeno e localizado, é possível extirpar a parte do ducto onde ele se encontra e religar as duas pontas. No estágio mais avançado de tumores considerados ressecáveis, a cirurgia também serve para extrair os gânglios linfáticos (linfonodo) e/ou tecidos de órgãos vizinhos afetados, como fígado e pâncreas.

De acordo com o caso, e após análise de uma equipe multidisciplinar, podem ser indicados tratamentos adjuvantes, que são os tratamentos complementares realizados depois da cirurgia. Entre eles estão a quimioterapia, a quimioterapia combinada com radioterapia, nova intervenção cirúrgica em caso de resíduos tumorais ou exclusivamente acompanhamento médico.

Quando os tumores são considerados inoperáveis, como alguns casos do estágio III, pode ser indicada a drenagem das vias biliares para restabelecer o fluxo da bile. O procedimento pode ser feito via endoscópia com colocação de stent, percutânea (com uma agulha ou cateter) ou cirúrgica. A drenagem será seguida de tratamento complementar com quimioterapia combinada com radioterapia, quimioterapia isolada ou apenas acompanhamento médico. Quando o paciente responde bem a esse tratamento, poderá verificar com seu médico a possibilidade de realização de cirurgia.

Na doença em fase metastática, o tratamento é paliativo. As opções são quimioterapia ou exclusivamente acompanhamento médico.

Fatores de risco

Na maioria dos pacientes não são identificados fatores que predispõem ao câncer de vias biliares. No entanto, alguns quadros que provocam inflamação crônica das vias biliares oferecem risco maior de desenvolvimento da doença. Os principais são:

  • Colangite esclerosante primária (doença inflamatória das vias biliares)
  • Anormalidades congênitas (presente desde o ou antes do nascimento) das vias biliares
  • Infecções parasitárias (principalmente na Ásia)
  • Colelitíase e hepatolitíase (pedra na vesícula)
  • Papilomatose biliar múltipla (doença genética)
  • Doença hepática crônica, como hepatites B/C e cirrose

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Instituto Nacional do Câncer (INCA), Beneficência Portuguesa.

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