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Dor de cabeça: tipos, causas e sintomas; saiba como prevenir

Dor de cabeça: tipos, causas e sintomas; saiba como prevenir

  • 12 de February de 2020
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Estresse, problemas financeiros, conflitos no trabalho, falta de tempo. São tantas coisas para administrar no dia-a-dia que é difícil não ter, vez ou outra, dor de cabeça. É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido pelo menos uma vez na vida de uma dor de cabeça. Entretanto, mesmo sendo muito comum na população, isso não significa que a dor de cabeça pode ser considerada normal. Ela deve ser diagnosticada corretamente e tratada, podendo muitas vezes ser prevenidas e, em alguns casos, investigadas.

Se você apresenta sintomas do tipo, sem dúvida, você se enquadra na estatística de pessoas que vivem tendo dor de cabeça desencadeadas pelo estresse ou outras preocupações. Segundo especialistas pelo menos 63 milhões de brasileiros de todas as idades sofrem com dores de cabeça frequentes, sendo a queixa de maior frequência em pronto-socorros do país.

Considerada uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos, perdendo apenas para a dor lombar, a dor de cabeça, também conhecida como cefaleia, tem prevalência de 96%, especialmente entre as mulheres. Isso significa que praticamente todo mundo pode ter esse sintoma ao longo da vida. Um de seus tipos, a enxaqueca, chega a afetar 10% da população mundial.

Apesar de ter um impacto negativo na vida das pessoas, a dor de cabeça é considerada subdiagnosticada e subtratada. Uma das possíveis causas desse quadro é a banalização do sintoma dor de cabeça. Por parecer algo tão normal, as pessoas acabam se automedicando sem pensar em buscar ajuda especializada. Mas não deveria ser assim.

No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira e Internacional de Cefaleia, são mais de 150 os tipos de dor de cabeça. Entre eles, um dos mais conhecidos é a enxaqueca, que vai além de um simples desconforto e interfere na qualidade de vida de quem precisa aprender a conviver com o problema.

Índices da enxaqueca

A enxaqueca afeta cerca de 15% da população brasileira, algo em torno de 31 milhões de pessoas, a maioria na faixa dos 25 aos 45 anos. Após os 50, a taxa tende a diminuir, principalmente em mulheres. Quando se trata de crianças, ocorre em 3% a 10%, afetando igualmente ambos os sexos antes da puberdade. Após essa fase, o predomínio é no sexo feminino.

Entre as mulheres, o problema chega a até 25%, mais que o dobro da prevalência entre os homens, segundo o Ministério da Saúde. A dor é facilmente confundida com a de uma cefaleia comum. Mas, de acordo com a Academia Americana de Neurologia, não é necessário passar por exames de imagem para o diagnóstico. Basta preencher os critérios que identificam a enxaqueca para que o tratamento possa ser iniciado.

Como ela se manifesta? 

Dor de cabeça é todo incômodo localizado na região craniana, ou seja, na testa, têmporas, e até na parte de trás do crânio. Qualquer sensação dolorosa nessa parte do seu corpo é considerada cefaleia. Importante destacar que dor de cabeça não é uma doença, mas um sintoma que precisa ser investigado, caso se repita com frequência.

Por que isso acontece? 

A origem da cefaleia tem causas variadas que podem ser um sinal de alerta para um distúrbio em qualquer parte do corpo, inclusive o cérebro. Potencialmente curável, uma vez tratada, a sensação desaparece. 

A dor de cabeça pode ser uma consequência de:

  • Gripe;
  • Meningite;
  • Sinusite;
  • Traumas Cranianos;
  • Tumores;
  • Problemas na região cervical;
  • Hemorragias cerebrais e meníngeas, entre outras.

A dor de cabeça também pode decorrer de algum problema relacionado ao sistema nervoso central (SNC). O mais comum é a enxaqueca. Incapacitante, ela é tida como uma disfunção herdada, já que acomete cérebros geneticamente predispostos. Nesse caso, a cefaleia será apenas um dos sintomas da doença.

Diferença entre a dor de cabeça comum e a enxaqueca: 

Dor de cabeça comum:

Entre os especialistas, ela é também definida como do tipo tensional. Geralmente, a dor comum tem intensidade leve a moderada e abrange toda a cabeça, conferindo-lhe uma sensação de peso ou pressão. Nessa hipótese, o incômodo passa com o uso de analgésico ou breve repouso. 

Enxaqueca:

A dor tem características próprias e sempre vem acompanhada de outros sinais, como os abaixo. 

  • A intensidade é de média a forte; 
  • A dor acomete um dos lados da cabeça, especialmente testa e têmporas, mas pode migrar para o outro lado ou ser bilateral; 
  • A sensação dolorosa se manifesta como uma pulsação. É como se um coração batesse na cabeça.
  • Há maior sensibilidade à luz, sons, odores (perfumes, cheiro de alimentos, fumaça, cigarro etc.); 
  • Pode ocorrer perda de apetite, enjoo ou vômito; 
  • Percebe-se dificuldade de digestão, empachamento; 
  • Sente-se vertigem, tontura ou sensação de desequilíbrio; 
  • Ansiedade, irritação, cansaço e sonolência; 
  • A compulsão por doces; 
  • Há queda da concentração e rendimento no trabalho, entre outros sinais.

Gatilhos da enxaqueca 

Outra particularidade da enxaqueca é a identificação de gatilhos, ou seja, circunstâncias que podem “ligar” a dor. As mais frequentes são: 

  • Cansaço; 
  • Estresse; 
  • Privação de sono; 
  • Jejum prolongado; 
  • Ciclos hormonais femininos; 
  • Variações climáticas (extremo de clima – calor ou frio, bem como ambiente com ar-condicionado); 
  • Consumo de álcool.

Tratamento de dor de cabeça

Sem dúvida, vai dependerá da causa da cefaleia. Como a situação mais comum é que se trate de um quadro de enxaqueca, o objetivo terapêutico é reduzir as crises.

Quando a dor está no auge, existem vários medicamentos específicos para o alívio da dor como a botulínica. 

Há também uma gama de estratégias não medicamentosas que incluem fisioterapia, acupuntura, nutrição e terapia cognitivo comportamental. No caso da enxaqueca, é preciso ter em mente que o cuidado será para sempre e que, para um controle consistente, o tempo de espera pode ser de um a dois anos.

Dicas de prevenção 

Alguns fatores desencadeantes não são modificáveis, como as mudanças climáticas e os odores à sua volta, mas você pode praticar hábitos saudáveis que podem diminuir o estresse e reduzir sua chance de ter as crises:

  • Evite automedicar-se; 
  • Dormir o suficiente;
  • Seguir uma alimentação saudável
  • Procure um neurologista se a dor é aguda ou frequente; 
  • Pratique atividade física regularmente;
  • Invista em atividades como, meditação, yoga ou outras técnicas de respiração; 
  • Procure comer de três em três horas. Jejum prolongado é gatilho para a dor; 
  • Evite o estresse ou tome providências para minimizá-lo; 
  • Fuja do consumo de tabaco, álcool e outras drogas; 
  • Garanta boa hidratação diária – beba de dois a três litros de água por dia, todos os dias;
  • Identifique os alimentos que possam ter causado dor de cabeça anteriormente e tente evitá-los;
  • Mantenha um peso saudável. Excesso de peso é fator de risco para dor de cabeça se tornar crônica.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com clínico geral e neurologista em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Cefaleia

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