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Coronavírus: O Brasil está mais preparado para enfrentar o coronavírus do que o H1N1, diz médico da Fiocruz

Coronavírus: O Brasil está mais preparado para enfrentar o coronavírus do que o H1N1, diz médico da Fiocruz

  • 9 de March de 2020
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O Brasil está mais preparado para lidar com o Covid-19  do que estava em 2009 para enfrentar a pandemia da gripe H1N1. A afirmação é do médico infectologista Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição científica vinculada ao Ministério da Saúde. O médico diz que a população precisa se manter informada, mas ressalta que não há razão para pânico.

Segundo Rivaldo, os casos ocorridos até agora em diversos países são em sua maioria leves ou moderados – talvez uns 80%, 85%, até 90%. E é pequena a parcela de infecções com manifestações clínicas mais fortes.

O Covid-19, como é chamada a doença causada pelo novo coronavírus, começou a se disseminar na China no final de dezembro e mais 49 países já registraram casos da doença. Em alguns deles, como a Itália e a Coreia do Sul, o surto avançou rapidamente nos últimos dias. Até o último dia 28 de fevereiro, a China havia registrado 78.959 casos, com taxa de mortalidade de aproximadamente 3,5%. No resto do mundo, eram 4.351 ocorrências, das quais em cerca de 1,5%, os pacientes morreram. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para “muito alto” o risco em nível global. O Brasil, tem 25 casos confirmados e 663 casos considerados suspeitos, sendo: Alagoas (1), Bahia (2), Espiríto Santo (1), Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (3), São Paulo 13) e Distrito Federal (1), de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Os primeiros sintomas da doença podem levar até 14 dias para aparecer. O mais comum é que, em torno de uma semana a partir da infecção, a pessoa desenvolva a enfermidade. E, uma vez desenvolvendo as manifestações clínicas, há um período médio de uma semana a 10 dias de transmissão. 

Com sede no Rio de Janeiro, a Fiocruz é uma das instituições habilitadas a fazer os testes laboratoriais capazes de detectar a presença do vírus. Os exames são realizados a partir de amostras de material clínico coletado das narinas ou da faringe dos pacientes. Os resultados saem após um período que varia entre 24 e 72 horas.

O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas, em Belém, também estão preparados para as análises. Ambos são vinculados ao Ministério de Saúde. A tendência é que essa rede de diagnóstico aumente. Em Goiânia, testes já são realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), administrado pelo governo estadual. O Lacen foi capacitado levando em conta a chegada ao estado de brasileiros que foram resgatados em Wuhan, na China. Os repatriados ficaram em quarentena na Base Aérea de Anápolis, em Goiás.

Segundo Rivaldo, o Brasil evoluiu nos últimos 20 anos no enfrentamento de emergências de saúde pública a partir de experiências concretas. Ele cita o surto global de coronavírus, que ficou conhecido como síndrome respiratória aguda grave (Sars) em 2002, a ameaça do ebola em 2014, que acabou não alcançando o Brasil, e a pandemia da gripe H1N1 que se expandiu para o mundo a partir do México. A esses episódios, soma-se o combate a enfermidades como a dengue, a zika e a chikungunya.

O infectologista avalia também que o SUS, Sistema Único de Saúde, aprendeu muito com tudo isso, e a rede de saúde complementar cresceu nesse período. Isso fez com que os especialistas brasileiros pudessem antever algumas dificuldades e preparar estruturas para enfrentar o novo surto mundial de coronavírus com uma rapidez infinitamente maior do que em 2009, diante da pandemia de H1N1. Rivaldo disse que, neste momento, o Brasil está mais preparado para fazer a detecção da doença. Evidentemente, que isso vai depender da magnitude da transmissão. Lembrando que em algumas localidade do país, sobretudo em regiões metropolitanas, existem dificuldades na rede assistencial, que são de conhecimento público.

O que diz o Ministério da Saúde

De acordo com o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta o Brasil já passou por outras epidemias respiratórias. A gravidade desse vírus é de moderada para leve e está muito mais próxima aos padrões observado em uma síndrome gripal. 

Mandetta aponta ainda, por ser um vírus novo e que veio do hemisfério norte, é preciso analisar como esse vírus irá se comportar no Brasil, um país tropical. Pois o país tem características climáticas diferentes dos países do Hemisfério Norte, onde surgiu o vírus. Os vírus se comportam de forma diferentes no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul. Esse é um vírus que surgiu em baixa temperatura. Pode não ter o mesmo comportamento. 

Para que não haja pânico, o ministro afirmou que a população brasileira terá todas as informações necessárias para que cada um tome as precauções para combater a doença, que são cuidados com a higiene e etiqueta respiratória, como lavar as mãos e o rosto com água e sabão. 

Outra importante ação que será tomada é o padrão de comunicação da doença. Algumas medidas adicionais serão dadas aos portos e aeroportos e um aplicativo com o nível completo de orientações da doença será lançado. 

Total no mundo

O número global de notificações de infecção pelo coronavírus é de 107.600 casos, com 3.656 óbitos, em 95 países e territórios – aponta o levantamento do jornal “The New York Times” neste domingo (8), com base nos últimos dados de fontes oficiais.

Na China, o número de casos vem diminuindo, mas a queda de um prédio onde pessoas estavam em quarentena deixou 10 mortos. Mais de 20 pessoas ainda são procuradas entre os escombros.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Saúde do estado da Flórida anunciou a morte de duas pessoas infectadas pelo coronavírus. São as primeiras vítimas fatais registradas na costa leste do país. O estado de Nova York declarou estado de emergência neste sábado.

Os números do coronavírus no país são desencontrados. O governo norte-americano reconhece 213 casos confirmados, mas a imprensa noticia que já são mais de 300 pacientes. De acordo com o jornal “The New York Times”, estão confirmadas 19 mortes até o momento, 16 delas no estado de Washington, costa oeste.

Como é transmitido o coronavírus?

Sabe-se, até agora, que a transmissão acontece de pessoa para pessoa, por gotículas respiratórias ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro; contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão; contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos e compartilhamento de objetos pessoais como copos e talheres. 

É importante destacar que nem todos os casos aparecem os sintomas. Segundo divulgado pelo Ministério da Saúde, alguns desses pacientes quando estão no período de incubação são assintomáticos. A pessoa pode estar com o vírus sem febre, sem tosse. Não dá para fazer medidas restritivas. Os casos confirmados serão analisados, com pesquisadores e epidemiologista brasileiros, qual será o comportamento do vírus em um país tropical.

Vulnerabilidade

Os grupos que desenvolvem manifestações mais intensas são aqueles tradicionalmente considerados mais vulneráveis a outras doenças respiratórias, como gripe ou sarampo: pessoas com mais de 60 anos, sobretudo as que já têm algum comprometimento de saúde como uma doença pulmonar crônica, hipertensão e diabetes. Também precisam de mais atenção pessoas que usem medicação imunossupressora ou que tenham imunossupressão adquirida causada, por exemplo, pelo vírus HIV.

Autoridades públicas de saúde recomendam que se lavem as mãos e o rosto com frequência e cobrir o nariz e a boca, preferencialmente com um lenço descartável, se for tossir ou espirrar. Se não tiver o lenço descartável, a pessoa deve usar a dobra do cotovelo. Se tossir ou espirrar nas mãos, deve lavá-las em seguida. Em caso de suspeita de infecção, cabe à pessoa evitar locais de aglomeração. 

Tratamento

Os primeiros sintomas são febre e manifestações respiratórias que podem ser tosse seca, espirro, coriza principalmente. Nos casos mais intensos, o paciente sente dificuldades na respiração, que podem progredir, por exemplo, para uma pneumonia. O desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas está em estudo, mas, por enquanto, o tratamento tem se dado sobre os sintomas. Os médicos recomendam medicação para febre ou para dores de cabeça, quando é o caso. Nos casos mais intensos, recorre-se à oxigenioterapia, em que é colocada um suporte de oxigênio para melhorar a respiração do paciente.

Por outro lado, o Ministério da Saúde antecipou a vacinação da gripe comum, que será distribuída preferencialmente para alguns grupos como gestantes, crianças de até 6 anos de idade e idosos.

Como prevenir o coronavírus?

  • Lave as mãos com frequência, com água e sabão. Ou então higienize com álcool em gel 70%
  • Cubra seu nariz e boca com lenço ou COM O BRAÇO (e não com as mãos!) quando tossir ou espirrar
  • Evite contato próximo com pessoas resfriadas ou que estejam com sintomas parecidos com os da gripe
  • Quando estiver doente, fique em casa
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal (como talheres, toalhas, pratos e copos)

O Brasil está preparado. O Ministério da Saúde realiza monitoramento diário da situação do coronavírus junto à Organização Mundial da Saúde. Desde o dia 22.01 foi instalado o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para preparar a rede de saúde para o atendimento e tratamento de casos da doença no Brasil. O sistema de saúde brasileiro já passou por epidemias respiratórias graves. O país irá atravessar essa situação, investindo em ciência e pesquisa, com muita clareza de informação.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com infectologistas em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Agência Brasil (Ministério da Saúde)

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