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Casos de dengue em Manaus sobem 138,3% de janeiro a março de 2020

Casos de dengue em Manaus sobem 138,3% de janeiro a março de 2020

  • 7 de April de 2020
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O primeiro trimestre de 2020 realmente começou derrubando todas as previsões de um ano promissor para as áreas de economia e de saúde em todo o mundo. Em meio a pandemia do novo coronavírus que assola o planeta. Outro problema vem ganhando espaço silenciosamente fora dos holofotes, neste momento, dominado pela covid-19.

A bola da vez, é uma possível epidemia de dengue, que entre o mês de janeiro até o dia 20 de março deste ano, foram registrados 613 casos notificados e 193 casos confirmados de dengue, só em Manaus. os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no dia 30 de março. Os números apontam que houve um aumento de 138,3% de casos confirmados e de 24,1% dos casos notificados em relação ao mesmo período do ano passado.

A Prefeitura de Manaus chama a atenção sobre a importância do reforço na inspeção domiciliar neste período, de isolamento social, para a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), da Semsa, Marinélia Ferreira, a principal preocupação no momento é com o crescente registro de casos notificados e confirmados de dengue este ano na cidade.

“O Ministério da Saúde já alertou para o risco de epidemia de dengue em todo o Brasil, o que também causaria superlotação nos serviços de saúde, como acontece com os de covid-19. Mas, no caso da dengue é possível afastar a circulação do vetor de transmissão com medidas simples. Com o isolamento social, a população deve aproveitar esse momento para ampliar o número de inspeções nas residências, onde há maior concentração de possíveis criadouros do Aedes”, ressalta Marinélia.

Foco da doença

Na área externa do imóvel, a atenção é para os depósitos que são mais comuns, como: cacos de vidro nos muros, calhas obstruídas, caixa d’água, tambor, tanques, cisternas e cacimbas sem tampas, latas de tinta e de refrigerantes, baldes, garrafas de vidro e plástico, lonas, canaletas de escoamento e caixa de gordura, pneus, vasilha para alimentação de animais, oco de árvore, bromélias, vaso e pratinho de planta e material descartável. 

Na parte interna do imóvel, os criadouros podem ser identificados com água acumulada em bebedouros, bandejas de geladeiras, aquários, vasos de plantas aquáticas, penico, banheiros desativados (ralo e vaso sem uso contínuo), caixa d’água, balde, tambor dentro de banheiros e vasilhas debaixo da pia, por vazamentos.

Segundo Marinélia, o Aedes tem reprodução de forma fácil em diversos ambientes e muitas vezes os moradores não percebem, até a identificação de um familiar com sintomas de dengue.

Estratégias de combate ao Aedes 

Uma das estratégias que podem ser utilizadas é a aplicação do checklist 10 minutos contra o Aedes, que envolve a inspeção semanal, por 10 minutos, nas residências, com o objetivo de manter o ambiente livre de larvas do mosquito.

“estudos mostram que uma inspeção do mosquito na residência, de forma eficiente. Muitas pessoas estão em casa em isolamento social e esse trabalho de vistoria deve ser reforçado, para evitar uma epidemia de dengue, em especial nesse momento de pandemia da covid-19”, conclui a diretora do Devae.

Quais são os principais sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue são:

  • Febre alta > 38.5ºC;
  • Dores musculares intensas;
  • Dor ao movimentar os olhos;
  • Mal estar;
  • Falta de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sinais de alarme da dengue

  • Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome.
  • Vômitos persistentes.
  • Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico).
  • Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.
  • Aumento progressivo do hematócrito.
  • Queda abrupta das plaquetas. 

Dengue tem cura?

A dengue, na maioria dos casos, tem cura espontânea depois de 10 dias. A principal complicação é o choque hemorrágico, que é quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração perca capacidade de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos e colocando a vida da pessoa em risco.

Como toda infecção, pode levar ao desenvolvimento Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.

Transmissão da dengue

A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Após picar uma pessoa infectada com um dos quatro sorotipos do vírus, a fêmea pode transmitir o vírus para outras pessoas. Há registro de transmissão por transfusão sanguínea.

Não há transmissão da mulher grávida para o feto, mas a infecção por dengue pode levar a mãe a abortar ou ter um parto prematuro, além da gestante estar mais exposta para desenvolver o quadro grave da doença, que pode levar à morte. Por isso, é importante combater o mosquito da dengue, fazendo limpeza adequada e não deixando água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas, pneus ou outros recipientes que possam servir de reprodução do mosquito Aedes Aegypti.

Em populações vulneráveis, como crianças e idosos com mais de 65 anos, o vírus da dengue pode interagir com doenças pré-existentes e levar ao quadro grave ou gerar maiores complicações nas condições clínicas de saúde da pessoa.

Como é feito o diagnóstico da dengue?

O diagnóstico da dengue é clínico e feito por um médico. É confirmado com exames laboratoriais de sorologia, de biologia molecular e de isolamento viral, ou confirmado com teste rápido (usado para triagem).

A sorologia é feita pela técnica MAC ELISA, por PCR, isolamento viral e teste rápido. Todos os exames estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Em caso de confirmação da doença, a notificação deve ser feita ao Ministério da Saúde em até 24 horas.

Como é feito o tratamento da dengue?

Não existe tratamento específico para a dengue. Em caso de suspeita é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.

A assistência em saúde é feita para aliviar os sintomas. Estão entre as formas de tratamento:

  • fazer repouso;
  • ingerir bastante líquido (água);
  • não tomar medicamentos por conta própria;
  • a hidratação pode ser por via oral (ingestação de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso de soro, por exemplo);
  • o tratamento é feito de forma sintomática, sempre de acordo com avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso.

Como prevenir a dengue?

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos – proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com infectologistas em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Ministério da Saúde, Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

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