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Diverticulite: Saiba o que é e como prevenir a doença

Diverticulite: Saiba o que é e como prevenir a doença

  • 10 de March de 2020
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Para entender a diverticulite, antes é preciso saber que ela é uma doença que decorre de uma deformidade anatômica (provavelmente degenerativa) que leva à formação de pequenas bolsas na parede do intestino grosso chamadas de divertículos. A presença destes é definida genericamente pelos médicos como diverticulose.

Até o momento não se sabe porque isso acontece, mas há indícios de que hereditariedade e motilidade (movimento) intestinal, como a constipação, estejam relacionadas. Estima-se que 60% das pessoas com mais de 60 anos têm diverticulose, e que de 10% a 25% delas poderão ter diverticulite. A doença acomete ambos os sexos igualmente, mas é mais frequente entre homens mais jovens que 50 anos, e mulheres entre os 50 e 70 anos. Após a sétima década de vida, o grupo feminino é o mais propenso ao problema.

Por que os divertículos inflamam? 

A mais atual literatura médica sobre a diverticulite sugere uma relação entre processos inflamatórios crônicos relacionados à dieta, alteração da flora bacteriana e genética. Este último fator prevalece em 40% e 50% dos casos. Os mecanismos da enfermidade ainda são pouco compreendidos, mas o que se sabe, até o momento, é que a causa da diverticulite está associada aos seguintes fatores:

  • Baixo consumo de fibras alimentares; 
  • Alto consumo de gorduras e carne vermelha; 
  • Baixos níveis de vitamina D (ainda não há um consenso sobre este item. Consulte seu médico sobre a possível influência dessa carência vitamínica no seu caso); 
  • Obesidade; 
  • Tabagismo; 
  • Sedentarismo; 
  • Constipação; 
  • Exposição a medicamentos como anti-inflamatórios.

Quem precisa ficar atento? 

Segundo especialistas, a diverticulite é considerada uma doença degenerativa na parede do intestino e, por isso, é mais comum entre adultos maduros. Porém há casos em indivíduos de até 30 anos ou menos. Antecedentes familiares estão envolvidos, e é essa a razão por que é importante conhecer o histórico de saúde de seus parentes. A medida pode ser útil para adotar práticas preventivas.

Saiba como reconhecer os sintomas 

A maioria das pessoas é assintomática, ou seja, não reconhece em si nenhuma queixa da doença. Quando ela se manifesta, os médicos classificam os pacientes em dois grupos diferentes, que vão apresentar os sinais e sintomas a seguir, de acordo com a sua classe:

Indivíduos com doença diverticular sintomática não-complicada
  • Dor (cólica) abdominal crônica e recorrente do lado esquerdo inferior — em pessoas de origem oriental, a dor costuma ser do lado direito; 
  • Presença de divertículos; 
  • Ausência de sintomas inflamatórios agudos como febre ou sangramento; 
  • Ausência de inflamação ou inflamação moderada; 
  • Sintomas menos vigorosos e de evolução benigna.
Indivíduos com diverticulite aguda
  • Febre; 
  • Perda de apetite e vômitos; 
  • Dor (cólica) prolongada no abdome do lado esquerdo inferior — em pessoas de origem oriental, a dor costuma ser do lado direito; 
  • Exames de sangue indicando alteração das defesas do corpo e presença de inflamação (Proteína C Reativa – PCR); 
  • Massa abdominal; 
  • Alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia moderada com ou sem muco e sangue nas fezes); 
  • Gases (distensão abdominal); 
  • Sintomas urinários, caso a bexiga esteja acometida.

Quando é hora de procurar ajuda médica? 

Ao observar este sintoma, procure orientação médica o mais rápido possível. 

Uma crise pode revelar casos mais graves que poderão ser confundidos com outras doenças, especialmente se você tiver idade superior a 50 anos. Pode ser até que a solução seja cirúrgica, o que por si, indica a necessidade de agir rapidamente. 

O coloproctologista, o gastroenterologista ou o cirurgião do aparelho digestivo são os especialistas mais indicados para examiná-lo.

Como é feito o diagnóstico? 

Ele pode basear-se apenas na história do paciente e no exame físico, o que inclui palpação do abdome. 

Apesar disso, para confirmar a suspeita de diverticulite, os exames complementares geralmente solicitados são os de imagem não invasivos, como a ecografia e a tomografia computadorizada (nos casos agudos). 

A colonoscopia só pode ser feita quando a inflamação for controlada. A ideia é avaliar os divertículos e investigar a presença de pólipos, tumor ou colite. Este exame também é útil para pacientes que apresentem pouco ou nenhum sintoma.

Quais são as possíveis complicações? 

Mais raras, as complicações da diverticulite aguda são caracterizadas pela presença dos seguintes eventos: 

  • Abcesso abdominal; 
  • Peritonite; 
  • Perfuração; 
  • Fístula (extravasamento do abcesso para outros órgãos como bexiga ou vagina — o ar e as fezes podem sair pela uretra ou vagina); 
  • Estenose (estreitamento do intestino que leva à fibrose e obstrução intestinal).

A doença diverticular pode levar a sangramento — o que se manifesta, na maioria das vezes, de forma aguda e intensa, e é mais comum entre pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos anti-inflamatórios, entre eles a aspirina. 

Embora esse tipo de medicamento tenha o potencial de elevar o risco para a diverticulite e sangramentos diverticulares, o seu médico deverá avaliar a relação de risco/benefício de descontinuar o uso da aspirina, por exemplo, que é muito utilizada na prevenção de eventos cardiovasculares.

Como é feito o tratamento?

Ele vai depender da intensidade dos sintomas e complicações observadas pelo médico.

Quando ela é branda, na maioria das vezes, a estratégia terapêutica será conservadora, ou seja, você receberá orientações sobre dieta e atividade física. Além disso, podem ser indicadas medicações específicas. Considerado bastante efetivo, esse tratamento apresenta baixas taxas de recaídas.

Quando a diverticulite dura mais tempo e, portanto, é crônica, além de mudanças na dieta, aumento dos exercícios e perda de peso, utilizam-se suplementos de fibras para serem tomados como remédios. A suspensão de medicamentos como anti-inflamatórios também ajudam no controle da doença.

Quando a cirurgia é necessária? 

Ela é sempre considerada uma segunda opção para os casos não complicados, mas que não apresentam melhora, mesmo após as intervenções médicas.

Quanto aos pacientes crônicos, outros dados ajudarão o médico a decidir pela melhor conduta a ser seguida. Saiba quais são eles:

  • Presença de má resposta à reposição de fibras; 
  • Idade do paciente (entre os muito jovens, os quadros costumam ser mais graves); 
  • Número de crises (mais de quatro, mesmo após tratamento adequado); 
  • Presença de fístulas ou estenose.

O que muda na dieta?

De modo geral, durante uma crise aguda ou mesmo para aliviar sintomas siga esses conselhos médicos: 

  • Evite ou restrinja o consumo de gorduras e proteína animal; 
  • Controle o consumo de fibras; 
  • Evite bebidas alcoólicas e condimentos.

Posso comer sementes, nozes e pipoca?

Sim! Os especialistas são unânimes: a restrição do consumo desses alimentos é um mito. Nozes, sementes, e pipoca não estão associadas ao aumento do risco para diverticulose, diverticulite ou sangramento diverticular.

Por outro lado, sementes grandes — quando consumidas em excesso — podem entupir o orifício de um divertículo e acarretar a inflamação. Para evitar que isso aconteça, capriche no consumo de fibras, garantindo que elas sejam completamente digeridas. Tenha em mente que o benefício de ter uma dieta rica e variada é maior que o risco de ter diverticulite.

Apesar dessas considerações, cabe uma advertência: espinhas grandes de peixe e ossos de aves podem, de fato, causar inflamação e até perfurar os divertículos. Fique atento ao ingerir peixes e frango, especialmente o frito, à passarinho.

Dá para prevenir?

Você pode colaborar para retardar tal manifestação. Adote as seguintes práticas, em qualquer faixa etária:

  • Tenha uma dieta variada e rica em fibras integrais, solúveis e insolúveis. Você deve incluir no seu cardápio frutas, vegetais e grãos; 
  • Mantenha-se hidratado — a ideia é consumir 35 ml por quilo de peso, ou no mínimo 1 litro e ½ ao dia; 
  • Combata o sedentarismo, investindo em atividade física diária por, ao menos, 30 minutos; Estabeleça um ritmo diário para o funcionamento intestinal; 
  • Atenda ao estímulo evacuatório; 
  • Adote o uso de medicamentos laxativos e probióticos sob orientação médica, somente quando o consumo correto de fibras não garantem efetivo funcionamento intestinal; 
  • Fale com seu médico se o uso de probióticos poderiam ser benéficos no seu caso.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com coloproctologista e gastroenterologista em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Hospital das Clínicas em São Paulo, Federação Brasileira de Gastroenterologia, uol.com.br (vivabem)

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