Coronavírus: Obesidade pode está relacionada a morte de jovens com covid-19, diz Ministério da Saúde

  

O Ministério da Saúde (MS) apontou uma nova tendência a respeito das mortes por covid-19 entre os mais jovens. Os dados foram divulgados, no sábado (11), durante coletiva de imprensa sobre a disseminação do novo coronavírus no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade, uma das doenças consideradas como fatores de risco para o vírus e está mais presente nos óbitos de jovens do que entre o dos idosos. 

Das 1.124 mortes registradas, 944 já foram analisadas e catalogadas pelo Ministério da Saúde. Destas, 75% são em pessoas com mais de 65 anos. Apesar disso, dos 43 casos em que pessoas obesas morreram em decorrência do novo coronavírus, 24 pacientes tinha menos de 60 anos. É a única comorbidade em que isso acontece.

A doença mais comum entre todas as mortes são os problemas cardíacos, presentes em 463 dos casos analisados. Destes, 402 foram em idosos e 61 em menores de 60 anos. Na sequência, aparece a diabetes, com 342, sendo 275 em idosos e 67 em menores de 60 anos.

As outras doenças pré-existentes que foram registradas são pneumonia (112), doença neurológica (74), doença renal (71), imunodepressão (59) e asma (28). Importante ressaltar que pacientes podem ter, simultaneamente, um ou mais dos fatores de risco simultaneamente.

De acordo com o relatório divulgado pelo MS no último sábado (11), o Brasil registra 1.124 mortes e 20.727 casos confirmados do novo coronavírus. Ainda segundo o Ministério da Saúde, seis estados estão em situação de emergência: Amazonas, Amapá, Distrito Federal, São Paulo, Ceará e o Rio de Janeiro.  

Médico Brasil Comigo

A cidade de Manaus vai receber os primeiros profissionais de saúde cadastrados no Programa Brasil Conta Comigo, lançado no início de abril, com o objetivo de auxiliar estados e municípios nas ações de enfrentamento ao novo coronavírus (covid-19). A capital do Amazonas vive atualmente um quadro de muitas pessoas precisando de hospitalização e com a capacidade de atendimento hospitalar próximo ao limite. A medida será tomada a partir desta segunda-feira (13), segundo o Ministério da Saúde.

"Vai ser o primeiro estado que vamos fazer convocação dos voluntários que se cadastraram. Em Manaus temos mais de um mil enfermeiros, cadastrados no Conselho Federal de Enfermagem, além de 80 médicos cadastrados no Conselho Federal de Medicina. Esses profissionais de saúde estão dispostos a serem contratados pelo Ministério da Saúde para ampliar o atendimento à população de Manaus", disse o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo.

A previsão é de que Manaus receba médicos intensivistas experientes e, com isso, possa ampliar a capacidade de atendimento aos casos de coronavírus. "São profissionais com muita bagagem, que atuam há muitos anos em vários outros hospitais do Brasil, que vão nos ajudar. São médicos vindo de regiões onde o atendimento ainda está tranquilo, para auxiliar onde mais precisamos no momento", reforçou o secretário.

De acordo com a pasta, os profissionais terão também o apoio da Tele-UTI para auxiliar no atendimento dos casos. A estratégia do ministério permite que os médicos possam discutir o atendimento com outros médicos por meio de consulta virtual, para discussão da conduta clínica e de caso de cada paciente internado nos leitos de UTI, em atendimento específico ao covid-19. Conforme o último boletim divulgado pela pasta da Saúde, o Amazonas tem atualmente 1.206 casos confirmados e 62 mortes.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com infectologistas em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Agência Brasil (Ministério da Saúde), cnnbrasil.com.br