Volta às aulas: conheça as principais recomendações para garantir a boa saúde das crianças

O ano letivo começa em breve em todos os Estados e, ao dividir o mesmo espaço, muitas crianças estão vulneráveis à transmissão de algumas doenças como meningite meningocócica, poliomielite, pneumonia e catapora. Com isso cresce a preocupação de pais e responsáveis com as medidas necessárias para prevenir doenças e garantir o bem-estar de seus filhos e parentes nas salas de aula e em casa. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou 11 recomendações fáceis de serem incorporadas na rotina das famílias e instituições de ensino. As medidas contemplam desde hábitos e práticas saudáveis, como cuidados com alimentação, excesso de peso em mochilas e segurança no trânsito; até as relações interpessoais nas salas de aula e espaços de convivência.

De acordo com especialistas, algumas questões devem ser consideradas pela escola, professores, famílias e alunos, assim como pelos pediatras que acompanham o processo de crescimento e desenvolvimento dessas crianças. O contato com novos grupos, a mudança nas rotinas e a inserção de espaços e cronogramas desconhecidos exige, por exemplo, a atenção para sinais de bullying ou de outra forma de violência.

Outro ponto importante é a adaptação aos novos horários. Nas férias, as crianças tendem a mudar a rotina de sono como dormir e acordar mais tarde. Com o retorno do período escolar alterar essa rotina repentinamente é complicado. As crianças precisam se acostumar com os novos hábitos e horários para ter um bom rendimento na escola, alertam os especialistas.

Os cuidados com a alimentação, que deve ser bem balanceada e adequada às exigências das atividades dos alunos, e com a ingestão frequente de água, também precisam ser considerados pelos professores, pais e responsáveis. Da mesma forma, deve ser observado o peso da mochila do estudante. Para evitar danos (dores e, mais tarde, desvios da coluna), quando cheia, ela não deve ultrapassar 10% do peso do estudante.

Os pediatras sugerem que ela seja organizada diariamente para levar só o que for necessário e que, na hora da compra, diante das inúmeras opções disponíveis os pais optem pelos modelos de materiais leves e cujo tamanho da mochila fique acima da cintura de quem vai carregá-la para a escola.

Não podemos esquecer também da segurança das crianças e dos adolescentes no trajeto até a escola e na volta pra casa. Seja em automóvel, transporte escolar, transporte coletivo ou mesmo a pé, é fundamental atender a todos os requisitos de segurança exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e nas leis municipais, especialmente sobre o uso de cinto e de cadeiras apropriadas, de acordo com a idade.  

Com relação às vacinas os cartões de vacinação dos alunos precisam esta em dia para evitar contágios indesejados. Se houver vacinas em atraso e os pais não usaram o período de férias para atualizá-las é bom não perder tempo. Em 2017, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, o Brasil registrou os mais baixos índices de vacinação em 16 anos. A entidade aconselha aos pais a atualização da caderneta para prevenir casos de doenças de transmissão interpessoal.

Para um ano letivo sem preocupação: 

  1. Atenção para sinais de bullying ou de outra forma de violência torna-se essencial;
  2. Monitorar a adaptação aos novos horários, valorizando-se as horas de sono necessárias para um bom rendimento na escola, estando descansado e atento;
  3. É preciso oferecer uma alimentação balanceada e adequada às exigências das atividades dos alunos, bem como garantir a ingestão frequente de água;
  4. Deve ser observado o peso da mochila do estudante. Para evitar danos (dores e, mais tarde, desvios da coluna), quando cheia, ela não deve ultrapassar 10% do peso do estudante;
  5. As mochilas devem ser organizadas diariamente para levar só o que for necessário. Na hora da compra, optar pelos modelos de materiais leves e cujo tamanho da mochila fique acima da cintura de quem vai carregá-la para a escola;
  6. É necessário cuidado com a segurança das crianças e dos adolescentes no trajeto até a escola, seja em automóvel, transporte escolar, transporte coletivo ou mesmo a pé, é fundamental atender a todos os requisitos de segurança, especialmente o uso de cinto e de cadeiras apropriadas, de acordo com a idade;
  7. Recomenda-se atenção a queixas visuais, como dificuldade de ler à distância, e dores de cabeça. É importante também conhecer a acuidade auditiva dos estudantes e providenciar exame se houver dúvidas ou se aparecer alguma dificuldade sugestiva;
  8. Os cartões de vacinação dos alunos precisam estar em dia. Caso alguma vacina esteja em atraso, deve-se atualizá-la de forma urgente para prevenir casos de doenças de transmissão interpessoal, considerando o convívio em ambientes coletivos. O mesmo vale para problemas causados por parasitoses;
  9. Diante do risco de doenças transmitidas por vetores, como dengue, zika e chikungunya, além da febre amarela, sugere-se atenção permanente aos sinais e sintomas demonstrados por alunos. As escolas devem estar preparadas para o combate aos mosquitos, com aplicação adequada de inseticidas e eliminação sistemática de depósitos de água parada, assim como para aplicação de repelente de insetos nos alunos, quando recomendado;
  10. Estudantes que precisam receber medicação no horário escolar (especialmente aqueles com doenças crônicas) devem informar sua necessidade às escolas e novos professores, a fim de que tal necessidade seja contemplada sem prejuízos;
  11. Em caso de dúvida, deve-se buscar a orientação junto a um pediatra, que pode agregar todas as demandas junto às famílias e atender as especificidades de todas as faixas etárias.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com pediatras em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria