Tétano: Sintomas, tratamento e prevenção

O tétano é uma doença infecciosa e não contagiosa, causada pela toxina da Clostridium tetani - uma bactéria gram-positiva e anaeróbica, que penetra no organismo via lesões da pele e provoca espasmos nos músculos voluntários, principalmente os do pescoço, sendo que os músculos respiratórios podem ser atingidos, causando a morte por asfixia.

Segundo a Agência de Vigilância em Saúde (Agevisa), a imunidade permanente acontece por meio de vacinação. Como uma doença rara, apresenta alta letalidade, onde de cada 100 pessoas que adoecem, 30% morrem.

Com duas formas de apresentação, o tétano neonatal, em recém-nascido, não acontece desde 1984, quando foi registrado o último caso. Desde então, ocorre apenas o tétano acidental, em pessoas com mais de 28 anos, onde a maioria dos casos se dá em pessoas com mais de 50 anos (estudos atuais relatam a redução da imunidade e diminuição do reflexo, pela idade, como indicadores de maior risco de infecção, além da falta de imunização).

Como uma das principais metas da Agevisa é diminuir a letalidade por tétano, a coordenadoria da doença, trabalha com o acompanhamento de cada caso, capacitações aos profissionais de saúde e análise de indicadores.

Pela série histórica levantada e acompanhada pela Coordenação de Tétano, nos últimos três anos os casos notificados aumentaram, sendo que em 2016, de quatro casos notificados, dois foram confirmados e estes resultaram óbito. Em 2017, sete casos, todos confirmados e quatro óbitos. Em 2018, nove casos notificados, sendo que sete foram confirmados e destes, quatro óbitos, onde a particularidade foi de todos os casos em sexo masculino, sendo um acima de 40 anos e os demais com mais de 60 anos. Já, os últimos registros de 2019, confirmaram cinco casos e nenhum óbito.

Tétano Acidental

Doença infecciosa aguda, não contagiosa, imunoprevenível, causada pela ação de exotoxinas produzidas pelo bacilo Clostridium tetani (bactéria) que invade as células nervosas do

Sistema Nervoso Central (SNC), provocando espasmos musculares e convulsões. A doença manifesta-se com febre baixa ou ausente, hipertonia muscular mantida, hiperreflexia e espasmos ou contraturas paroxísticas. Em geral, o paciente mantém-se consiente e lúcido.

Tétano Neonatal

É uma doença que pode acometer recém-nascidos de 2 a 28 dias de vida (independentemente do sexo), filhos de mães não imunizadas, cuja porta de entrada da contaminação pode ser durante o parto (por ocasião da secção do cordão umbilical com instrumentos inadequados e contaminados) ou após o parto (pelo uso de substâncias contaminadas no coto umbilical).

As condições de anaerobiose (necrose do coto, corpo estranho, infecção secundária) fazem com que o bacilo do C. tetani produza as toxinas e cause a sintomatologia da doença.

O tratamento é sempre hospitalar, e a melhor prevenção é com a vacinação antitetânica em crianças e adultos.

Ferimentos

A doença não é transmitida de pessoa para pessoa. Como uma infecção aguda, resulta a partir de um ferimento na pele, como arranhão, furo por prego, corte com faca ou ferro enferrujado, problemas dentários, acidentes de trânsito, mordida de animais, entre outros. Após o ferimento, o paciente tem seis horas para tomar o soro e a imunoglobulina.

A incidência da doença é baixa, segundo os registros, mas quem adoece tem grande risco de ir à óbito, porque a bactéria ataca o sistema nervoso central. Por isso, o principal meio de prevenção é a vacina. Ainda assim, existem os cuidados básicos em casos de ferimentos, como lavar com água e sabão a ferida e proteger adequadamente, porque o bacilo vive em diversos ambientes e possui muita resistência.

Quanto mais cedo o cidadão procurar a unidade de saúde, mais chance de não manifestar os sintomas da doença, que demonstram o agravante, por atingir o sistema nervoso central, onde há dificuldade para deglutição com mandíbula travada, impossibilitando a alimentação, espasmos musculares, hiperreflexia e boa orientação (não perde a noção de tempo e espaço).

Vacinação

A vacina antitetânica passou a ser disponibilizada no Brasil nos anos 1950, mas 973 brasileiros morreram pela doença entre 2007 e 2016, de acordo com dados sobre a doença divulgado pelo Ministério da Saúde. Entre os casos - foram 2.939 infecções no período analisado - a maioria é de quem não tomou a vacina ou deixou de tomar alguma dose de reforço.

Hoje, a vacinação contra o tétano é dada em três doses na infância - e especialistas aconselham ainda o reforço a cada dez anos. O Ministério da Saúde alerta que a imunização só é garantida após o indivíduo completar todas as doses. Quem não tomou na infância, pode começar a imunização na idade adulta.

Dentre os casos de tétano confirmados no Brasil, muitos são os que sequer sabiam que tinham tomado a vacina. Dentre os que sabiam, 31,4% nunca tinha se vacinado e 13,5% tomou apenas uma dose. A partir da segunda dose, o índice de infecção diminui: 1,9% tomou duas doses; 2,2% (três doses); 2,6% (3 doses + 1 reforço); 0,7% (3 doses + 2 reforços).

Apesar de prevenível com o imunizante, o tétano tem uma alta mortalidade, informa o governo, com 33,1% de mortes entre os casos. De cada 100 pessoas que adoecem, cerca de 35 a 40 morrem.

Fatores de risco

Alguns fatores contribuem para o desenvolvimento do tétano. Veja:

  • Não ter se vacinado contra tétano ou não ter tomado a segunda dose da vacina
  • Estar infectado com outra bactéria
  • Apresentar uma ferida ou um ferimento na pele, causado por algum objeto enferrujado e sujo, a exemplo de pregos
  • Inchaço ao redor da ferida

Sintomas de tétano

O tempo entre a infecção e os primeiros sinais dos sintomas é geralmente de uma a três semanas. O período de incubação da bactéria é de, em média, sete a oito dias. Os principais sintomas do tétano são:

  • Espasmos e rigidez no maxilar
  • Rigidez nos músculos do pescoço e da nuca
  • Rigidez nos músculos do abdômen
  • Espasmos corporais que provocam dor e duram por vários minutos, geralmente causados por sons altos, toque físico e sensibilidade à luz
  • Febre
  • Sudorese
  • Hipertensão
  • Batimentos cardíacos acelerados

Diagnóstico 

O médico poderá confirmar o diagnóstico por meio de um exame físico, no qual procurará por sinais de espasmos e rigidez pelos músculos do corpo, e por meio também de um questionário a respeito do histórico médico do paciente e de sua família.

Testes laboratoriais geralmente não são necessários para realizar o diagnóstico de tétano. A não ser que sejam feitos para descartar possibilidades de meningite, raiva, envenenamento por estriquinina e outras doenças com sintomas similares.

Tratamento da doença

Não há cura para tétano, por isso o tratamento será focado na cicatrização da ferida por onde entraram os esporos da bactéria e no uso de medicamentos para tratar os sintomas.

Além de limpar corretamente a região machucada, para evitar complicações mais graves, o médico poderá prescrever alguns medicamentos que podem levar alívio e conforto ao paciente, como antitoxinas, antibióticos, sedativos e outros remédios para tirar a dor.

Suporte respiratório com oxigênio, um tubo respiratório e uma máquina de respiração podem ser necessários.

Onde buscar tratamento em Manaus:

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Blog da Saúde (Ministério da Saúde)