Saúde da Mulher: Saiba o que acontece com o corpo de quem toma anticoncepcional


Você sabia que os óvulos de uma mulher que usa métodos contraceptivos nem saem do ovário? Isso acontece independentemente do tipo de pílula utilizada - há algumas que combinam dois hormônio, progesterona e estrogênio, e outras que têm apenas progesterona. No entanto, o efeito é o mesmo: os ovários ficam “adormecidos” e deixam de liberar óvulos durante o período fértil, a chamada ovulação.

Em uma mulher que não usa métodos contraceptivos, a ovulação acontece todos os meses, na metade do ciclo – de 12 a 16 dias antes da próxima menstruação. Isso graças a diversos hormônios (entre eles, estrogênio e progesterona) que sinalizam o momento exato em que o corpo deve se preparar para uma possível fecundação. Nesse período, um óvulo maduro é enviado para as trompas, onde fica até que seja fecundado por um espermatozoide ou não. Quando esse encontro não rola, a mulher menstrua.

No caso de quem toma pílula, os hormônios sintéticos do comprimido enganam os ovários – eles entendem que não precisam produzir os hormônios necessários para a gravidez e nem eclodir um óvulo maduro. Desse modo, a ovulação é inibida. Caso um espermatozoide chegue até as trompas, azar: vai ficar só na vontade.

O sangramento que algumas mulheres têm durante a pausa não é menstruação. O que acontece é que o endométrio – a membrana mucosa que forra o útero e fica mais espessa para receber o bebê – passa as três semanas de pílula “domado”, sem engrossar. Na quarta semana, porém, a ausência do anticoncepcional faz os hormônios flutuarem só o suficiente para inchá-lo um pouquinho. E aí esse pouquinho se desfaz, gerando um sangramento discreto. Menstruação fake; nenhum óvulo é descartado.

Agora, isso não significa que quem toma pílula tem uma reserva ovariana maior e vá entrar mais tarde na menopausa. Desde que as mulheres nascem, elas “gastam” folículos (estruturas que, no ciclo menstrual, amadurecem e se tornam óvulos) todo mês. Os folículos vão se degenerando e somem no organismo. É um processo natural de envelhecimento – e não há método contraceptivo que o interrompa.

Início de tudo

As pílulas anticoncepcionais começaram a ser vendidas nos anos 1960 nos EUA e hoje são o método contraceptivo mais utilizado no mundo. Profissionais da saúde têm opiniões variadas a respeito. Segundo especialistas, o anticoncepcional é um método contraceptivo seguro para evitar a gestação em mulheres sexualmente ativas. No entanto, o método tem baixos riscos desde que a mulher inicie a pílula com orientação médica adequada.

Entenda como os hormônios contraceptivos interferem em diferentes aspectos da saúde da mulher:

1. Retenção de líquido

O fígado contém células chamadas de hepatócitos, que produzem enzimas responsáveis pela metabolização das substâncias presentes no sangue, como gorduras, proteínas, vitaminas e hormônios (como no caso da pílula). Nas usuárias de pílulas combinadas, o fígado fica sobrecarregado trabalhando para absorver o anticoncepcional, deixando de eliminar grande parte do sódio presente no nosso organismo. O sódio controla a entrada e a saída da água em nossas células e, em alta quantidade, faz com que essas células fiquem com pouca água, concentrando o líquido em outras partes do corpo.

2. Libido menor

Nas não usuárias de pílula, a testosterona, hormônio responsável pelo nosso desejo sexual e produzido naturalmente pelo corpo, varia em quantidade a cada mês. Com a pílula, o hormônio natural é substituído pelo sintético, o progestagênio, que tem quantidade regular. Algumas pílulas podem diminuir o nível de testosterona livre circulante nos vasos sanguíneos, e muitas mulheres relatam uma diminuição da libido e da lubrificação natural da vagina. Essa lubrificação acontece quando a mulher sente tesão e serve para facilitar a entrada do pênis.

3. Músculos bombados

Por causa da presença de hormônios andrógenos como os estrogênios, um hormônio predominantemente masculino, os músculos podem se desenvolver mais facilmente do que nas mulheres que não tomam pílula.

4. Menos TPM

Um dos fatores que agravam a tensão pré-menstrual, a famosa TPM, é a irregularidade na produção dos hormônios estrogênio e progesterona, algo que pode rolar durante uma fase ou por toda a vida da mulher, devido a vários motivos. Em parte das usuárias de anticoncepcional, a quantidade de hormônio presente no corpo passa a ser regular, nivelando os hormônios e diminuindo os sintomas que aparecem nessa época do mês.

5. Muco espesso

O muco cervical pode ser tanto um facilitador quanto um dificultador na hora de produzir bebês. Sem o consumo do anticoncepcional, a secreção muda conforme o ciclo menstrual da mulher, ficando elástica no período fértil para que o espermatozoide possa deslizar com mais facilidade para dentro do sistema reprodutor. Com a pílula, o muco permanece espesso durante todo o ciclo, o que ajuda a frear o espermatozoide.

6. Endométrio fino

No ciclo menstrual de uma mulher que não usa pílula, existe aumento de estrogênio na primeira fase e de progesterona na segunda fase. Isso faz aumentar a espessura do endométrio (parede que recobre o útero), uma condição necessária para que o óvulo fecundado se desenvolva.

Quando a mulher toma anticoncepcional, essas fases não existem e a mesma quantidade de hormônio é recebida todos os dias (nas pílulas monofásicas, que são as mais comuns). Assim, o endométrio permanece sempre da mesma espessura.

7. Não há ovulação

Quando o ovário percebe que circulam no sangue hormônios sintéticos, ele entende que não precisa mais produzir hormônios e nem eclodir os óvulos. É isso que efetivamente impede a gravidez. Numa mulher que não toma pílula, é necessário que o óvulo seja liberado pelo ovário no período fértil para que a fecundação ocorra.

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Revista Superinteressante.