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Hanseníase: Brasil ocupa segundo lugar no ranking mundial da doença


Em comemoração ao janeiro roxo, o último domingo do mês de janeiro é celebrado o Dia Mundial Contra a Hanseníase, doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobactrium leprae. A hanseníase pode ser transmitida pela saliva (tosse) ou secreções nasais (espirros) de uma pessoa doente, que esteja sem tratamento, para outra, após contato prolongado e contínuo. Cercada de mito e preconceitos, a doença antigamente conhecida como lepra ou mal de Lázaro, tem cura, porém, pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento for inadequado.

Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos de hanseníase, perdendo apenas para Índia. Segundo pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, apontou que em 2017, enquanto o Brasil teve 26.875 casos, a ìndia teve 126.164. Na última década, foram registrados cerca de 30 mil casos novos por ano no Brasil. 

O pico da doença no território brasileiro foi observado em 2003, com 51.941 casos. Por isso, em 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro e consolidou a cor roxa para campanhas educativas sobre a doença no país.

Segundo dermatologistas a doença pode apresentar diversas formas de manchas na pele, únicas ou múltiplas, com uma coloração mais clara e pouco visível até manchas mais delimitadas ou vermelhas. A característica importante da hanseníase é a alteração de sensibilidade no local afetado, perda de pelos e ausência de transpiração sobre as lesões. Outras apresentações podem incluir nódulos avermelhados e dolorosos, inchaço de mãos, orelhas, cotovelos e pés, alteração de sensibilidade na pele e perda de força muscular.

Prevenção

Possuir hábitos de vida saudáveis, alimentação adequada, evitar o consumo de álcool, praticar atividades físicas regulares e possuir bons hábitos de higiene podem contribuir para uma resistência maior à hanseníase. A avaliação médica dos contatos do paciente auxilia para um diagnóstico precoce e evita complicações da doença. Também é indicada a vacinação com BCG para melhorar a resposta imunológica à bactéria.

Os especialistas alertam ainda para a urgência de se buscar um profissional assim que surgirem os primeiros sintomas. Qualquer pessoa com a suspeita de hanseníase deve procurar a unidade de saúde mais próxima para fazer uma avaliação médica e, se confirmado, iniciar o quanto antes o tratamento.

O diagnóstico é realizado através de exame dermatológico e avaliação neurológica simplificada. O tratamento da hanseníase é fornecido pelo SUS gratuitamente. Os pacientes que iniciam o tratamento, não transmitem a doença e não precisam ser afastados de suas atividades sociais. 

O que é Hanseníase?

É uma doença dermatoneurológica, que tem manifestação na pele, como a presença de manchas com alteração de sensibilidade. A parte neurológica vem do comprometimento dos nervos periféricos, responsáveis pela sensibilidade e motricidade. Por isso, a hanseníase é a única doença dermatológica que tem alteração de sensibilidade na pele.

Quais são os principais sinais e sintomas?

Manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; comprometimento neural periférico em mãos e/ou pés e/ou face. Além de dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; Caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos; diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular de olhos, mãos e pés; áreas com diminuição dos pelos e do suor.

Quais são as causas? 

A hanseníase é uma doença milenar, possui um período de incubação longo e é transmissível. Então uma pessoa que possui Hanseníase do tipo multibacilar que não esteja em tratamento transmite a doença, geralmente para quem está mais próximo. São as pessoas que moram com o doente sem tratamento ou que convivem por um período prolongado e contínuo que tem maior chance de adoecer. 

A doença é transmitida por meio das vias aéreas superiores (ex: tosse e espirro). As pessoas ficam muito receosas em estar perto de quem tem a doença, mas falta conhecimento de que não é em um contato rápido que haverá transmissão. Envolve uma rotina diária de contato. E ainda assim, para que a pessoa que recebeu a carga bacilar adoeça, envolve também outras questões como a resistência imunológica de cada indivíduo.

Quais são os tipos de hanseníase? Todos eles são transmissíveis?

A hanseníase possui duas classificações operacionais: paucibacilar e multibacilar. 

A paucibacilar: é a forma inicial da doença e o tratamento é realizado com seis doses de Poliquimioterapia (PQT).

A multibacilar: o tratamento é realizado com doze doses de PQT. Quem faz diagnóstico é o médico da equipe de Estratégia de Saúde da Família/ESF, da Unidade de Saúde mais próxima à residência. O diagnóstico da doença é essencialmente clínico. Contudo, em algumas situações mais complexas se faz necessário a realização de exames complementares.

Hanseníase mata?

Não mata, mas traz deformidades físicas se não for tratada de forma adequada e precocemente.

Como funciona o tratamento?

Quando o paciente tem o diagnóstico de hanseníase, ele recebe todas as informações e inicia o tratamento imediatamente. O período regular do tratamento dura um ano para os casos de hanseníase multibacilares, e seis meses para os casos paucibacilares. 

A primeira dose é dada diretamente na unidade de saúde. Funciona assim: todo mês o paciente tem que ir à Unidade para tomar uma dose supervisionada do remédio, ou seja, na frente do profissional de saúde, e pegar o resto da medicação para ser tomada durante 28 dias, todos os dias. 

Em caso de paucibacilar, um comprimido por dia, no caso de multibacilar, dois comprimidos. Concluindo o uso da cartela que possui em casa, o paciente volta à Unidade, toma a medicação supervisionada, e leva nova cartela da medicação, até o fim do tratamento quando ela está curada. Caso o paciente apresente algum problema com o uso da medicação, deve procurar imediatamente a unidade saúde mais próxima.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com dermatologistas em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Agência Brasil