Doenças cardíacas: cresce a incidência nas mulheres

Com o envelhecimento da população e a mudança do estilo de vida, as doenças cardiovasculares passaram a liderar as causas de mortalidade feminina, na frente do câncer de mama, útero e ovário. De cada dez vítimas fatais no Brasil quatro são mulheres, sendo que há 50 anos esse número não chegava a 10%. Um dos principais motivos é a resistência em cuidar do coração regularmente. Já há, tradicionalmente, uma rotina de realização de exames ginecológicos e de mama anualmente, mas quando o assunto é check-up cardiológico a frequência é bem menor. 

De acordo com cardiologistas uma explicação para esse crescimento acentuado da doença cardiovascular entre o público feminino pode estar nas diferenças como as doenças se desenvolvem em ambos os sexos. As mulheres apresentam sintomas atípicos da síndrome coronária aguda, o que torna o diagnóstico mais difícil. No homem, o infarto costuma ser precedido por uma forte dor no peito que irradia para os braços. Entretanto, nas mulheres também é comum sentir náusea, fraqueza, dores gástricas e falta de ar – sintomas que podem ser confundidos com outras doenças.

As mulheres apresentam também maior variedade de causas, ou seja, enquanto homens têm a doença aterosclerótica obstrutiva como origem praticamente exclusiva dos problemas cardíacos, mulheres manifestam uma incidência maior de alterações vasculares, disfunções arteriais e síndrome como a do coração partido (lesão após uma situação de estresse).

Fatores de risco

As doenças cardíacas estão associadas ao envelhecimento e ao estilo de vida. Os fatores de risco são o histórico familiar, a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, o aumento dos níveis de colesterol, especialmente o LDL, tabagismo, sedentarismo e obesidade. Mas, na mulher, alguns deles têm efeito mais acentuado.

A rotina de trabalho e de cuidados com a família expõe ao estresse e favorece hábitos pouco saudáveis. A falta de atividade física e a dieta inadequada levam à obesidade, que é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que o número de mulheres obesas no Brasil cresceu 64% em 10 anos. Quando a mulher fuma, o risco de doença cardiovascular aumenta 25% comparado a homens fumantes.

Além disso, elas também estão sujeitas a causas específicas. A hipertensão no ciclo da gravidez, o diabetes gestacional e o parto prematuro estão relacionados ao aumento do risco cardiovascular a longo prazo. Em pacientes tratadas por câncer de mama e radioterapia, há elevação da frequência de doença coronária. Com a menopausa, a proteção do hormônio estrogênio que estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo, começa a diminuir, o que contribui para o aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Fatores de Risco

  • Histórico familiar
  • Alimentação inadequada
  • Diabetes
  • Hipertensão arterial
  • Níveis de colesterol elevados
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Menopausa

Prevenção

Entre as muitas manifestações da doença cardiovascular, cardíaca, cerebral e periférica, a incidência varia conforme a faixa etária. Nas mulheres pré-menopausa, predominam os quadros anginosos e o acidente vascular cerebral isquêmico como primeira manifestação da doença. Na meia idade, a incidência de infarto agudo aumenta e se aproxima bastante do observado em homens.

A orientação para evitar problemas com o coração é a adoção de um estilo de vida mais saudável. Abandonar o fumo, manter o peso e um programa regular de exercícios são imprescindíveis, além de adequar a dieta e controlar os níveis de colesterol. Os especialistas recomendam ainda o acompanhamento médico regular de uma pessoa de baixo risco após os 40 anos, com monitoramento frequente dos níveis de colesterol e de glicemia.

Onde buscar tratamento em Manaus:

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.


FONTE: Ministério da Saúde, Associação Beneficente Síria (HCor)