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Doença Arterial Coronariana: saiba prevenir a doença

A doença arterial coronariana (DAC) afeta as artérias que fornecem sangue para o coração. Isso ocorre quando as artérias coronárias ficam estreitas por causa da formação de placa, incluindo colesterol, depósitos de gordura, cálcio e outras substâncias.

As doenças cardiovasculares (DCV) lideram os índices de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo, sendo a DAC a causa de um grande número de mortes e de gastos em assistência médica. No Brasil, segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2002, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as DCV se destacam como a principal causa de mortes no país (28,8% para homens e 36,9% para mulheres), em todas as regiões e estados. Nos Estados Unidos a doença afeta mais de 15 milhões de pessoas. O fumo, a obesidade, o diabetes mellitus, a hipertensão, os níveis elevados de colesterol, a história familiar de DAC e a falta de exercícios aumentam o risco da doença.

Você sabia?

  • Se você tiver doença nas artérias em uma parte do corpo, provavelmente terá doença em outras artérias de seu corpo:
  • A doença arterial coronariana ocorre quando há formação de placas nas artérias coronárias (do coração).
  • A doença arterial carotídea surge quando placas se formam nas artérias carótidas (as artérias que fornecem sangue e oxigênio para seu cérebro).
  • A doença arterial periférica (DAP) ocorre quando há formação de placas nas artérias maiores que abastecem os braços, as pernas e os órgãos internos vitais.

Principais sintomas

Os sintomas da doença arterial coronariana estão relacionados à angina, que é uma sensação de dor em forma de aperto no peito, que dura de 10 a 20 minutos e que pode irradiar para o queixo, pescoço e braços. Mas a pessoa pode também apresentar outros sinais e sintomas, como:

  • Cansaço ao realizar pequenos esforços físicos,
  • Sensação de falta de ar;
  • Tonturas;
  • Suor frio;
  • Náusea e/ou vômitos.

Muitas vezes estes sinais são difíceis de identificar porque têm tendência a surgir gradualmente, sendo mais difíceis de serem notados. Por essa razão, é comum que a doença coronariana seja identificada já em um grau muito elevado ou quando causa alguma complicação grave, como o infarto.

Pessoas com fatores de risco como colesterol alto, diabetes ou estilo de vida sedentário, têm maior risco de ter a doença e, por isso, devem fazer exames frequentes no cardiologista para identificar se estão em risco de ter uma complicação grave, iniciando o tratamento assim que necessário.

Quais os exames para diagnosticar

O diagnóstico da doença coronariana deve ser feito pelo cardiologista e, normalmente, é iniciado com uma avaliação do risco de doença cardíaca, o que inclui uma análise do histórico clínico, assim como avaliação da pressão arterial e nível de colesterol no exame de sangue.

Além disso, e caso considere necessário, o médico pode ainda pedir a realização de outros exames mais específicos, como eletrocardiograma, ecocardiograma, angiografia coronária, teste de esforço, tomografia computadorizada e outros exames de sangue. Estes exames ajudam não só a chegar no diagnóstico da doença coronariana, mas também a descartar outros possíveis problemas cardíacos.

Confira quais os exames que ajudam a identificar problemas no coração.

  • Quem tem maior risco
  • O risco de desenvolver doença arterial coronariana é maior em pessoas que:
  • São fumantes;
  • Têm pressão arterial alta;
  • Têm colesterol elevado;
  • Não fazem exercício físico regular;
  • Têm diabetes.

Assim, a melhor forma de evitar desenvolver este tipo de doenças consiste em ter um estilo de vida saudável, fazer exercício físico pelo menos 3 vezes por semana, evitar fumar, beber ou usar drogas e fazer uma alimentação variada e equilibrada, pobre em gorduras e rica em fibras e vegetais.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a doença coronariana inclui praticar regularmente exercício físico, liberar o estresse e fazer uma boa alimentação, evitando alimentos muito gordurosos ou açucarados, além de evitar outros fatores de risco da doença, como fumar ou beber álcool, por exemplo.

Para isso, geralmente o tratamento é orientado por um cardiologista, que avalia também a necessidade de iniciar o uso de medicação para controle de colesterol, hipertensão ou diabetes. Esses medicamentos devem ser usados conforme orientação e por toda a vida.

Já nos casos mais graves, pode ser necessária a realização de algum tipo de cirurgia para fazer cateterismo cardíaco e, se necessário, angioplastia para colocação de uma rede dentro do vaso ou até mesmo, uma cirurgia de revascularização com colocação de pontes mamárias e de safena.

Prevenção da doença coronariana

A prevenção da doença coronariana pode ser feita através de bons hábitos de vida como deixar de fumar, alimentar-se corretamente, fazer atividade física e baixar os níveis de colesterol. Os níveis adequados de colesterol são:

HDL: acima de 60 mg/dl;

LDL: abaixo de 130 mg/dl; sendo abaixo de 70 para pacientes que já infartaram ou que têm diabetes, pressão alta ou fumam, por exemplo.

Quem tem elevado risco de desenvolver uma doença coronária, além de adotar um estilo de vida saudável deve, ainda, fazer acompanhamento junto com um cardiologista, pelo menos, 1 a 2 vezes por ano.

Onde buscar tratamento em Manaus

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Cardiologia e World Health Organization-International Society and Federation of Cardiology.