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Carnaval 2020: 128 milhões de camisinhas distribuídas


Os foliões que se preparam para pular o Carnaval deste ano já podem ir até a unidade de saúde mais próxima de casa para buscar, gratuitamente, camisinhas masculinas e femininas. O Ministério da Saúde já começou a distribuir os 128,6 milhões de preservativos adquiridos para garantir a proteção de quem participa da festa. Até o início do período de Carnaval todos os estados do país estarão abastecidos. São 125,1 milhões de camisinhas masculinas e 3,4 milhões femininas, além de 8,9 milhões de unidades de gel lubrificante.

Quando se trata de saúde pública, o preservativo é o meio de prevenção mais eficaz no controle de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre a população sexualmente ativa, como o HIV – que não tem cura –, sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo. Dados do último boletim epidemiológico do HIV/Aids mostram que o HIV cresce mais entre os jovens brasileiros. A maioria dos casos de infecção pelo HIV no país é registrada na faixa de 20 a 34 anos (52,7%).

As infecções transmitidas por relação sexual são causadas por mais de 30 vírus e bactérias através do contato, sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. Desta forma, abrir mão do uso do preservativo nas relações expõe a pessoa e os parceiros com as quais ela se relaciona. Por isso, o Ministério da Saúde reforça constantemente a necessidade de proteção, incentivando o uso de camisinha, principalmente durante o Carnaval.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias ocorrem 1 milhão de novas infecções. Doenças antigas, que remontam à Idade Média, como a sífilis, por exemplo, ainda hoje podem ser consideradas uma epidemia pela falta de proteção adequada.

Na dúvida, faça o teste!

Homens e mulheres apresentam sinais e sintomas distintos para as diferentes ISTs, como é o caso do HPV e da gonorreia. É sempre importante lembrar também que uma pessoa pode estar infectada por mais de uma Infeção Sexualmente Transmissível ao mesmo tempo ou contrair várias ao longo da vida.

Somente o diagnóstico pode assegurar se a pessoa tem uma IST; somente o tratamento pode levar à cura; e somente a prevenção pode evitar que haja transmissão ou reinfecção. Estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) testes para identificar a presença de infeções sexualmente transmissíveis. A maioria deles, inclusive, são testes rápidos, com resultados em menos de 30 minutos. Por isso, na dúvida, procure a unidade de saúde mais próxima de casa e faça o teste. Atualmente, existem testes rápidos para HIV/Aids; sífilis e hepatites virais.

Apenas em 2019, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 12 milhões de testes rápidos para HIV, 12 milhões para sífilis, 9,4 milhões para Hepatite B e 10 milhões para hepatite C. As pessoas infectadas por essas doenças têm direito à tratamento gratuito pelo SUS, com uso dos medicamentos mais modernos existentes no mundo, o que melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão.

Infecções Sexualmente Transmissíveis

As ISTs geralmente causam lesões nos órgãos genitais, o que aumenta a vulnerabilidade para a pessoa adquirir o HIV. Sem contar que as IST, como sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo, podem causar morte, malformações de feto, aborto, dentre outras complicações. As infeções sexualmente transmissíveis também têm impacto direto na saúde reprodutiva e infantil, pois podem provocar infertilidade e complicações na gravidez e parto, além de causar morte fetal e agravos à saúde da criança.

Veja as principais ISTs e como preveni-las:

Clamídia

O que é?

A doença afeta homens e mulheres e pode ser transmitida da mãe para o feto. Entre os sintomas estão: dor e maior frequência para urinar e presença de secreção /corrimento. Pode causar infertilidade masculina e feminina.

Prevenção:

O tratamento é feito com uso de antibióticos para eliminar completamente a bactéria.

Tricomoníase

O que é?

Infecção causada pelo Trichomonas vaginalis. Em geral, afeta mais as mulheres. Os sintomas são corrimento amarelo ou esverdeado

de odor forte, ardência ou dor ao urinar, vermelhidão e coceira intensa na região genital, além de dor durante a relação sexual.

Prevenção:

A tricomoníase pode ser assintomática, mas é um facilitador para a transmissão de outros agentes infecciosos agressivos, como

gonorreia e infecção por clamídia e, na gestação, quando não tratada, pode evoluir para rompimento prematuro da bolsa. O 

tratamento é feito com uso de antibiótico.

Papiloma vírus humano (HPV)

O que é?

a transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada provocando verrugas na região genital e câncer, a depender 

do tipo de vírus.

Prevenção:

A vacina é a medida mais eficaz para prevenir a infecção. O SUS oferta a vacina de graça para: meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos; pessoas que vivem HIV/Aids e pessoas transplantadas na faixa de 9 a 26 anos.

Sífilis

O que é?

Doença infecciosa de contato que também pode ser transmitida a partir de relações sexuais, de maneira vertical (de mãe para o feto) e por transfusão de sangue. Os sinais e sintomas variam de acordo com cada estágio da doença e pode ocorrer manchas no corpo,

nas mãos e pés, que geralmente não coçam. Essas lesões são ricas em bactérias. Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.

Prevenção:

A doença tem cura e o tratamento é feito a partir da aplicação de penicilina benzatina, oferecida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com ginecologistas, clínico geral, infectologistas e urologistas em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Ministério da Saúde