Câncer de mama: diagnóstico precoce aumenta a chance de cura da doença

O Câncer de mama é o de maior incidência entre as mulheres no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020-2022 estima-se o registro de 625 mil novos casos de câncer em geral no País. Destes, 57.960 serão tumores de mama, ou seja, 28% dos casos da população feminina. Mas o importante é que a doença tem prevenção e cura, por meio de exames de rastreamento e acompanhamento de saúde frequente.

A melhor forma de evitar os casos ainda é a prevenção. O Inca cita como exemplo o câncer de pulmão, que teve redução com as políticas de incentivo contra o fumo. A entidade afirmou que outras indústrias precisam entrar nos esforços de prevenção, como a indústria de alimentos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também divulgou dados sobre o câncer. Segundo a OMS, os registros da doença devem aumentar cerca de 81% nos países em desenvolvimento até 2040.

Mesmo com toda a tecnologia disponível e o avanço da medicina, a taxa de mortalidade por câncer de mama é considerada alta. Os especialistas explicam que, quanto mais cedo o câncer é descoberto, maior a chance de cura. Esse tempo é tão importante que é até previsto por lei. O sistema público de saúde é obrigado a fazer o diagnóstico em até 30 dias e começar o tratamento em no máximo 60 dias.

Quando fala-se de prevenção, existem duas realidades: as mulheres que não procuram o exame enquanto não aparecem os sintomas e também a dificuldade de quem tenta fazer pela rede pública.

Prevenção

A mamografia de rastreamento é apontada como responsável pela redução da mortalidade em todo o mundo. Por isso, é recomendado fazer os exames de rotina anualmente a partir dos 40 anos. Para as mulheres com histórico familiar, o ideal é começar o rastreamento antes, com orientação do médico, apesar de esse fator representar uma porcentagem pequena dos casos. De acordo com especialistas, mesmo que não haja histórico familiar, é indicado que todas as mulheres façam o exame de rastreamento.  

O principal fator de risco é o envelhecimento, seguido da obesidade e do sedentarismo. Especificamente nos cânceres de mama, com a obesidade o risco aumenta no período pós-menopausa. 

Essa relação ocorre devido à produção de alguns hormônios que causam um processo inflamatório crônico. Portanto, manter um peso saudável deve ser um compromisso para a vida inteira, principalmente após a menopausa, alertam os médicos mastologistas.

Além do peso ideal, as medidas de maior impacto na redução de risco são fazer atividade física regularmente, adotar estilo de vida saudável e evitar a reposição hormonal após a menopausa.

Hábitos saudáveis para prevenção 

O câncer de mama apresenta fatores de risco que devem ser evitados e fatores preventivos que devem ser seguidos. Atividade física é de fundamental importância, pois reduz a possibilidade de obesidade, que está relacionada ao aumento de risco do câncer de mama. Além disso, a atividade física regular aumenta o tônus muscular, o que regula de maneira adequada a produção de insulina, que é outro fator relevante na redução do câncer. O músculo tonificado regula também questões hormonais. Além de evitar a obesidade com atividade física regular, a mulher precisa manter uma alimentação saudável, com comidas naturais, evitando os processados e frituras. O hábito do consumo diário de bebida alcoólica também deve ser erradicado, pois é muito prejudicial.

Quais as recomendações para a realização da mamografia?

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a realização da mamografia a partir de 40 anos. Outra observação importante é em relação ao tipo de mamografia. Podendo escolher, a mulher deve optar pela mamografia digital, que é mais sensível e portanto, ajuda o médico a interpretar melhor o exame. Não existe uma data final para realizar o exame, isso depende de cada caso. Como a expectativa de vida da mulher aumentou, deve-se fazer o controle em idosas também. 

A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer. Por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros, é realizada em um aparelho de raio X apropriado chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens e, portanto, possibilita um diagnóstico melhor. O desconforto provocado é discreto e suportável. 

Estudos demonstram que os benefícios do uso da mamografia referem-se, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, após um período de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento

Em 2004, o Ministério da Saúde (MS) publicou o Controle do Câncer de Mana: Segundo o documento, foi recomendado as seguintes ações para rastreamento de câncer de mama em mulheres assintomáticas:

  • Exame clínico das mamas a partir dos 40 anos;
  • Mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos, com intervalo máximo de dois anos entre os exames;
  • Exame clínico das mamas e mamografia anual, a partir dos 35 anos, para mulheres do grupo de risco.

Qual a importância do exame clínico das mamas?

O auto-exame é realizado pela própria mulher, uma semana após a menstruação, e para as mulheres que não menstruam mais deve escolher um dia do mês para realizar o auto-exame das mamas. Ele é importante porque dessa maneira a mulher passa a conhecer melhor as suas mamas, e se houver alguma alteração ela logo perceberá e irá procurar o médico. E o exame clínico é realizado pelo médico ginecologista, mastologista ou enfermeira treinada. Esse exame deve ser feito de preferência uma semana após a menstruação quando as mamas já estarão menos doloridas e inchadas. O exame clínico demanda uma técnica específica para verificar as mamas, os linfonodos da axila e da clavícula e também é importante, pois, o profissional da saúde pode detectar um nódulo do tamanho de 1cm, se superficial.

O autocuidado é importante para todas as mulheres. Segundo especialistas, o ideal é não esperar nenhum problema aparecer para ir ao médico. A visita ao ginecologista deve fazer parte da rotina de toda mulher. No entanto, o autocuidado das mamas é de fundamental importância e pode ser feito diariamente pela própria mulher. É essencial tocar e prestar atenção em todas as alterações que possam surgir no seu corpo.

Qual a diferença entre a ultrassonografia da mama e mamografia?

A ultrassonografia utiliza o som e os ecos para produzir as imagens, sendo um método operador dependente, sem qualquer dano ao organismo, com alta especificidade e menor sensibilidade. A mamografia utiliza a radiação X para produzir as imagens que alcançam uma maior sensibilidade com menos especificidade.

A ultrassonografia de mama deve ser antecedida pela mamografia e complementa o exame de mamografia.

Mulheres que têm silicone na mama podem fazer o exame da mamografia?

Não só podem como devem, pois a mamografia continua sendo o melhor e mais prático exame de rastreamento.  

Como reduzir os riscos

  • Fazer mamografia e ultrassonografia anualmente, após os 40 anos.
  • Manter o peso ideal;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Evitar a reposição hormonal após a menopausa;
  • Não consumir bebida alcoólica em excesso.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com oncologistas e ginecologistas em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.


FONTE: Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA)