Apendicite: diagnóstico precoce evita o agravamento da saúde


Enjoo, febre, falta de apetite, dores ao redor do umbigo e anormalidade no funcionamento do aparelho digestivo, podem ser os sintomas da apendicite. A inflamação atinge o apêndice, um órgão que fica localizado no lado direito do intestino grosso e, também considerado uma parte do corpo no qual a ciência ainda não encontrou explicação para a sua existência. Segundo os médicos, o apêndice está em vias de extinção. A apendicite pode se manifestar em qualquer idade. Contudo, em quase 90% dos casos, os pacientes têm entre 10 e 30 anos.

Na maioria dos casos, a apendicite é provocada pela obstrução do canal que liga o apêndice ao intestino grosso. Não existe uma causa única para isso acontecer, pode ser por fragmentos de fezes que impacta no aumento da pressão ou ainda quando o tecido linfoide aumenta, causando uma obstrução no órgão.

A apendicite precisa ser diagnosticada o mais rápido possível. Isso porque, ela se desenvolve rapidamente e, se houver demora no diagnóstico, há um grande risco de a infecção se espalhar pela corrente sanguínea, causando uma infecção generalizada. O tratamento pode ser feito com cirurgia, com a remoção do apêndice, ou com uso de antibiótico.

Se a cirurgia não for realizada em tempo hábil, a apendicite pode pôr em risco a vida do paciente. 

O que causa apendicite?

Imagine o dedo de uma luva. O apêndice é mais ou menos assim: tem o formato de tubo e é definido como um órgão linfático (ele produz células de defesa na infância).

Localizado entre a junção do intestino grosso com o delgado, é considerado um acessório do intestino que vai se atrofiando ao longo do desenvolvimento do corpo. Ao tornar-se mais estreito, ele pode ser obstruído por material fecal, como uma pedra de cocô endurecido (fecalito), alimentos não digeridos e corpos estranhos. É aí que ele inflama. A obstrução também pode ocorrer por uma torção no órgão ou ainda por:

  • Bactérias do intestino
  • Adenovírus (rubéola, sarampo, mononucleose) 
  • Fungos e parasitas (Enterobius vermicularis e Ascaris lumbricoides)
  • Pólipos
  • Cálculos biliares
  • Semente (melancia, pipoca etc.)

Quais os sintomas da apendicite?

A dor aguda, isto é, aquela que aparece de repente, é o sinal mais comum da inflamação do apêndice, mas isso pode variar de pessoa a pessoa. 

Nos primeiros momentos da enfermidade, você poderá notar também os seguintes sintomas: 

  • Dor em cólicas - geralmente mais localizada na boca do estômago (região epigástrica)
  • Dor difusa - acomete toda a região abdominal
  • Enjoo
  • Náuseas e vômitos
  • Perda de apetite; Febre (abaixo de 38 °C)
  • Prisão de ventre ou diarreia Barriga distendida

A dor poderá se direcionar para o lado direito inferior da barriga, perto da região da virilha (inguinal). Mas não só. Segundo os especialistas, o apêndice é um órgão móvel, ele pode se movimentar em direção à parede anterior do abdome, à parte posterior do rim, da pelve e até do fígado. Nesses casos, o incômodo é sentido nessas regiões. 

Quando procurar ajuda? 

Ao notar um mal-estar na região abdominal que não passa em poucas horas, procure um médico, especialmente se você for um adulto jovem. O risco de esperar muito tempo para buscar ajuda médica é que a doença pode avançar rapidamente e provocar a perfuração do órgão. Como ele tem comunicação direta com o intestino, há possibilidade de vazamento de fezes para dentro do abdome (peritonite), e ainda pode haver acúmulo de pus (abcesso); obstrução intestinal (aderência); fístula, sepse e até risco de morte.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura. Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com gastroenterologista em Manaus, entre outras especialidades. 

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde, Federação Brasileira de Gastroenterologia, uol.com.br